Hoje faz um mês desde a última publicação no blog. Não preciso nem dizer como me sinto envergonhada por isso. Nos últimos 30 dias vivenciei diversas situações e aprendi coisas incríveis que deveriam ter sido compartilhadas aqui, nesse espaço. Mas não. Perdi para a correria da rotina a minha principal função como futura jornalista: manter-me “atualizada”. Mas, tudo bem, são ossos do ofício. Não de uma profissional - que não permitiria tamanho desdenho com os seus leitores -, mas de uma aprendiz.
LabJor em ação
As últimas quatro aulas se tornaram legítimas redações de um jornal: o LabJor. Começando pela definição das editorias, indo para a escolha das pautas, as apurações e o fechamento das matérias. Tudo como manda o figurino.
Fiquei com a editoria de geral. Não por falta de opção. Pelo contrário. Achei que seria mais fácil encontrar uma pauta interessante se tivesse várias opções de assuntos a serem abordados. Típico pensamento de principiante. Acabei me vendo cercada por muitos fatos importantes a serem tratados que, no fim, foi difícil escolher apenas um.
Junto com a minha colega Juliana Forner, optei por tratar de um assunto polêmico, porém pouco discutido: a doação de órgãos. Depois de tentativas fracassadas de obter informações a respeito das doações realizadas aqui no estado junto à Secretaria da Saúde, acabamos recorrendo à Santa Casa de Porto Alegre para não perdermos a pauta. Lá, pude ter a minha primeira vivência “em campo” na apuração para uma matéria. Conversamos com a assistente social Fernanda Tolvez, que trabalha na coordenadoria de transplantes do Hospital Dom Vicente Scherer. Confesso que foi uma experiência incrível. Ficamos mais de hora sentadas em sua sala, ouvindo histórias e aprendendo sobre como todo o processo de doação é realizado – desde o primeiro contato com a família do doador, até a continuação do tratamento com o paciente transplantado. Pena que, como a matéria precisava ser relativamente curta, escolhemos dar um foco mais informativo, falando sobre a falta de doadores que o hospital vem sofrendo (dados que recolhemos em nossa conversa com Fernanda).
O resultado foi muito gratificante. Até fizemos um vídeo com a enquete “Você doaria seus órgãos?” para a última aula. Aqui dá para conferir o nosso vídeo e de todas as outras editorias também.
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